Os dias passam,as coisas acontecem.Coisas mais importantes,coisas menos importantes, para cada ser.Nossos  pensamentos,nossos sentimentos,nossas lembranças,nossos pontos de vista,nossas comparações com tempos passados,tempo presente e como nos parece estar tudo caminhando para o tempo futuro.É lógico que temos nosso modo de perceber as coisas.Vocês podem ou não concordar comigo.Por favor,esqueçam qualquer erro de escrita que eu cometer.Gosto de muitas coisas,uma delas,de ouvir radinho de pilha.Escuto também outro som,mais potente.Não tenho o hábito de ouvir rádio na Internet,não.Nenhum problema,só não costumo escutar rádio na Internet,mas aos vídeos do You Tube eu costumo assistir.Mas conservo o hábito de ouvir rádio de pilha.Sou das antigas,embora tenha o quê,uma meia idade?Mas e daí?Eu e a minha mãe sempre ouvimos rádio de pilha e sempre gostamos das mesmas músicas.Pelo menos 90%.Acho que esse negócio de curtir rádio veio dela.Apesar que ela gostava mais das rádios que só tocavam músicas.Já eu,dependendo da vontade,escutava só música,ou só “blá blá blá”.Mesmo não gostando muito,às vezes ela acompanhava os blá blá blás também.Também existiam(ainda existem)as rádios com músicas e “falatório”,as duas coisas.Às vezes,ela ficava com um radinho,numa estação de rádio,eu com outro,ouvia outra rádio.Às vezes escutávamos a mesma rádio.Antigamente também tinha rádio que só tocava música instrumental,aquelas ambiente.Também muito boas.Acho que acabaram,pelo menos não escutei mais estas rádios.Quando eu era pequena,nós tinhamos rádio à pilha e um rádio ligado na tomada.Com o tempo,tivemos toca fitas.O máximo,eu já estava mais crescida,minha mãe curtiu também,quando tivemos um som que tocava rádio,fita cassete,CD e toca discos(LPs),tudo num aparelho só.Era o nosso sonho de consumo na época,mas “pifou” logo,não durou muito tempo.Mas sempre havia um radinho de pilha por perto,separado.Depois pararam de fabricar esses sons que tinham tudo dentro,os toca fitas também pararam.Passamos a ter aparelhos só com rádio e toca CD.E um  outro rádio,só à pilha.Hoje tenho radinho de pilha e também um som que toca rádio e CD,que toca à pilha ou na tomada.Hoje já vejo, às vezes, anúncios de vitrolas,e até já vi um aparelho que toca tudo,de novo,mas o formato diferente do que nós tivemos.Neste, que vi há pouco tempo no anúncio,parecia uma maleta,tinha alça,para carregar.O que tivemos ficava fixo.Nós colocávamos o aparelho em cima das duas caixas de som.E essas caixas de som ficavam no chão.Pelo menos com a gente era assim.Essa aparelhagem toda não era muito grande,não,mas já parecia um móvel da casa.Tinha gente que colocava na estante.A gente colocava dessa forma que falei.Bem,falei tudo isso,mas estava pensando em falar de outra coisa,apesar que, de uma certa forma, não deixa de ter tudo a ver.Hoje ouvi,no radinho de pilha,um trechinho do refrão de uma música do Guilherme Arantes.Eu tenho o costume de “ir passando as rádios pra lá e pra cá”,vou colocando na rádio que estou a fim,quando não quero mais,troco.Fico nisso até quando não tenho mais tempo desse troca- troca e acabo deixando numa rádio só.Bem,de repente estava tocando “Pedacinhos”(não lembro agora se o nome está certo) numa rádio qualquer,aquele pedaço:”Adeus também foi feito pra se dizer…”;lembraram desta música?Eu gosto muito dela,mas não estava com vontade de ouvir e troquei logo de estação.Não lembro em qual múaica deixei,mas,aquele “pedacinho”(Sim!Só deixei um pedacinho!) me rendeu lembranças de pelo menos meia hora.Fiz minhas coisas com as lembranças na cabeça,já ouvindo e nem reparando na outra música que deixei.As lembranças da música do Guilherme Arantes ultrapassaram outra música!Lembrei que morei num prédio, e tinha um outro prédio, ao lado.Uma distância meio pequena,entre meu prédio e o outro.Eu não ficava vigiando os apartamentos do prédio ao lado,não!Nem queria!Mas,vivendo no meu apartamento,pra lá e pra cá,tinha vezes que não tinha como não notar algumas coisas.Mas via e seguia minha vida.Lembro que eu era criança.E antigamente não tinha tamanha violência e nem essa preocupação com a vida dos outros,feito  Big Brother.As pessoas,nos seus apartamentos,seguindo suas vidas tranquilamente,iguais a mim.Então,essa música do Guilherme Arantes me lembrou de coisas que às vezes via,me distraia,mas não ficava “pendurada” na janela,observando,já falei,passava,via e só.Num apartamento,tinha um homem que dormia com a televisão ligada.Antigamente não era comum para mim,era interessante.Num outro apartamento,tinha uma senhora que aprendia a tocar teclado.Dava para ouvir do meu apartamento.Um dia ela conseguiu tocar uma música,não lembro qual.Todo dia ela ficava sentada em frente ao teclado,no seu apartamento.Só dava para ver a sala.Num outro ponto da sala,tinha uma mesa com um jarro de flores lindas,eram artificiais.Nesta mesma sala,neste mesmo apartamento,tinha um senhor que às vezes fazia ginástica.Ele segurava com as duas mãos no parapeito da janela e fazia o exercício de agachar e ficar em pé.Ou seja,ele dobrava e esticava as pernas,em pé,segurando na janela.Num outro apartamento que eu não sei qual,não dava para ver,só ouvir,tinha um homem que cantava alto,e muito bonito,exatamente esta música do Guilherme Arantes.Só lembro de ouví-lo cantar o refrão.Ficava bem igual,só mudava um pouco quando na parte do “farewell”(“…Bye bye,so long,farewell”),ele dava mais ênfase,puxava mais nesta parte do farewell.O Guilherme Arantes não dá tanto destaque no ritmo,na parte do farewell.E eu vivi muitos anos assim.Era um tempo calmo.Gostava de ouvir às vezes o homem cantar,quase todo dia a senhora “arranhar”no teclado,até tirar uma música inteira.O senhor fazendo ginástica sem se importar se alguém estava vendo,tranquilão,na dele,fazendo bem para o físico,era outro exemplo para mim.O outro homem no outro apartamento que dormia tranquilamente com o som e o brilho da televisão…Entenderam?Eu vivia minha vida,ouvia minhas músicas nos rádios,nos discos,nas fitas cassetes,via tv,no nosso aparatamento,de vez em quando esse pessoal me chamava a atenção, mas todos numa boa.Só uma coisa,minha mãe contava que a nossa faxineira,na época,quando limpava a janela,ficava discutindo com uma outra moradora,num outro apartamento deste prédio ao lado.Mas sem nenhuma violência.E eu nunca presenciei isso.Minha mãe é que contava.Mas tirando isso,era tudo muito sossegado.Minha mãe me contou também que uma vez ouviu uns rapazes,naquela época,no play deste prédio ao lado,conversando sobre as balas que gostavam de comer.Um gostava de uma,outro gostava de comer outra bala.E eram já rapazes!Como tudo era mais inocente,mais calmo!Muitos anos depois,eu já adulta,minha mãe mais velha,moramos num outro prédio,só que era de frente para rua.Só de escutar as “crianças” brincando…Minha mãe concordou comigo,pelo tom de voz,pela agressividade dessas crianças,eu dizia que eram “monstrinhos” brincando,berrando.E eram crianças!Mas com umas vozes que não eram de crianças,eram vozes horríveis,agressivas, deprimentes só de escutar.Eu percebia que esses monstrinhos já tinham um tom,um modo de falar natural,já era deles.Aliás,eram monstrinhos e monstrinhas,porque as “meninas” também falavam num tom de voz super agressivo.A gente se sentia mal só de ouvir.Bem,essa coisa horrorosa já passou, tem alguns anos.Hoje estou num outro apartamento,num outro prédio,as crianças parecem ter voz de crianças,mas percebo que a vida mudou muito de como era lááá atrás.Talvez as pessoas mais velhas tenham se acostumado,não sei.As  pessoas mais novas,não sei se acham bom.Não tenho ouvido crianças com vozes estranhas mas a vida,no geral,está diferente,né?As coisas mudam,as pessoas mudam.Ainda tenho saudade da minha época de mais novinha.Era feliz,e sabia.O negócio é ser feliz no hoje também, esquecer as coisas desagradáveis que também existiram no passado e ter esperança no futuro que chega a cada segundo.Esperança num futuro maravilhoso.Talvez sem as coisas legais do passado(As vitrolas,os LPs,por exemplo,vão voltar de vez?),mas, cada vez mais,o futuro melhorando a vida de todos,sempre com alegria,paz,amor,segurança,prosperidade. Com sinceridade. Uma coisa bacana que tem hoje em dia,no meu ponto de vista,que não costumava ter,quando eu era pequena,é a grande quantidade de crianças que cantam bonito.E tem programas na tv que ajudam a mostrar esses talentos mirins.Eu ainda me espanto com a qualidade dessas crianças que sabem cantar.Antigamente, quando aparecia o menino Donizeti cantando “Galopeira”,o espanto era muito maior.Acho que houve uma melhora nesse sentido,no nosso presente.

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